PORTUGAL de Norte a Sul – Cidade do Porto, Faro, Albufeira e Lisboa

O destino se encarregou de fazer a gente voltar para Portugal. Então, mais uma vez montamos um roteiro de norte a sul, só que nesta viagem só fui eu e o Willian. Aproveitamos uma promoção de passagens da RyanAir e também passamos alguns dias em Londres. Nossa primeira opção não era a Europa e muito menos Portugal, queríamos voltar para o Arquipélago Galápagos, mas os planos foram frustrados, contei tudo sobre essa mudança de planos, no vídeo de quanto custou essa viagem. Foi tudo culpa da falência do programa Amigo da extinta Avianca Brasil.

Chegamos em Lisboa, saindo de São Paulo com a cia aérea TAP. O voo foi bom, mas não achamos dos melhores no quesito conforto do assento, principalmente por ser um voo de longa distância. O serviço de bordo com as refeições especiais foi muito bom, os comissários dos nossos voos, de ida e volta, foram muito cordiais. A variedade e qualidade do entretenimento de bordo é boa. A climatização da aeronave é boa, não passamos frio e nem calor. No entanto, voar com a TAP só vale a pena se a quantidade de milhas aéreas ou o preço da passagem for o mais baixo. Chegamos em Lisboa e seguimos direto para a estação de trem para partir para a cidade do Porto. Viajar de trem pela Europa é muito prático, rápido e contemplativo, enquanto você se desloca pode ver a paisagem ao redor, sem se preocupar com a direção, ou ter que parar para abastecer e usar o banheiro. Dentro dos trens tem banheiros e até lanchonete.

CIDADE DO PORTO

Chegamos na cidade do Porto já de noite e com chuva. Chamamos um Uber na estação de trem e fomos para a hospedagem, que nem era tão longe assim, mas de noite e com chuva preferimos ir de carro. Deixamos as bagagens no quarto, pedimos algumas dicas ao rapaz da recepção e saímos para comer. Na mesma rua e perto da hospedagem encontramos 2 restaurantes abertos. Como já era tarde não estavam mais servindo tudo do cardápio. Escolhemos alguma coisa de preparação rápida. Não estava muito apetitoso, mas matou a fome.

Onde ficamos hospedados:

Dessa vez resolvi ficar hospedada no centro e fazer praticamente tudo a pé. Planejar uma viagem econômica e que atenda as expectativas de outras pessoas é um desafio, e em um país como Portugal, com infinitas possibilidades, fica bem difícil escolher. Segui o mesmo padrão de sempre quando viajo com o Willian, o mais bem localizado e mais barato possível, com quarto coletivo e banheiro privado, para os primeiros dias da viagem. Nos primeiros dias, estamos super dispostos, animados com tudo e é bem mais tranquilo aceitar sem reclamar, as hospedagens mais simples. Geralmente deixamos para os últimos dias o que consideramos mais confortável.

Todo esse resumo pra contar que ficamos hospedados no D. Duarte I. É bem localizado, mas fora do barulho, a rua é uma tranquilidade, perto do metrô e perto do centro caminhando. Não tem café da manhã e alguns quartos não tem banheiro. Os banheiros coletivos podem ser usados por todos os hóspedes, por isso, não é bom deixar nada pessoal lá dentro. A pensão é um casarão antigo, muito bem cuidado e limpo. A recepção é 24 horas e aceitam pagamento com cartão de crédito.

O que vimos e onde fomos:

No primeiro dia conhecemos toda a parte da ribeira, as margens do Rio D’Ouro, passamos pela Sé do Porto, Ponte Dom Luís, atravessamos para Vila Nova de Gaia, onde ao lado do Teleférico de Gaia descemos a ruazinha sinuosa, cheia de restaurantes e casas tradicionais. Já do outro lado das margens do Rio D’Ouro tivemos a visão da cidade do Porto, do Pelourinho. Caminhamos pela ribeira de Vila Nova de Gaia até o Mercado Municipal. Voltamos pelo mesmo caminho atravessando a ponte Dom Luís pela parte de baixo e seguindo a ribeira do lado do Porto, subindo pelo Pelourinho, e passando pelas igrejas mais antigas da cidade, como a Igreja de São Francisco, a Igreja e a Torre dos Clérigos. Passamos pela Rua das Flores, que como o nome dá a dica tem os casarões antigos e restaurados, todos decorados com floreiras. Terminamos o dia no Café Majestic, visita obrigatória, principalmente pra quem é fã de rabanada e chocolate quente. Os preços são bem turísticos (caros), mas os pratos são muito bem servidos e vale sim a visita. O interior do Café é ricamente decorado e se mantém como o original, inclusive os uniformes dos garçons e garçonetes, o que nos transporta para o passado de glória da cidade.

No segundo dia choveu bastante, o que atrapalhou o passeio pela cidade, aproveitamos para visitar a rede de lojas El Corte Inglès, aproveitar os benefícios que o cartão elo estava oferecendo na época (um ladrilho português e uma taça de vinho do Porto ou Café com Pastel de Nata, dar uma olhada nos preços e fazer algumas compras. Ainda passamos pela cidade, mas a chuva realmente não ajudou em nada.

No terceiro dia, ainda choveu um pouco, mas pudemos caminhar pelo centro da cidade novamente, conhecer a Livraria Lello, encontrar amigos queridos e almoçar.

Onde comemos:

No primeiro dia tomamos café na padaria perto da pensão. Comemos pães fresquinhos parecidos com o nosso pão francês, mas chamados de beiju ou biju, e pastel folhado de carne. O almoço do primeiro dia foi em Vila Nova de Gaia no Mercado Municipal da Beira Rio. O local foi todo reformado e agora possui vários restaurantes que servem a comida tradicional e culinária internacional também. As mesas e cadeiras são coletivas, então se estiver muito cheio pode ser difícil achar mesa disponível. Comemos em dos restaurantes do fundo ao lado esquerdo, vegetariano, com preço único (€8,50), possibilidade de repetir, e com muita opção de legumes e verduras e proteínas não animal.

Também comemos no El Corte Inglès que é uma grande loja de departamentos, como a Macys nos EUA, e tem área de restaurantes e cafeterias para todos os orçamentos.

Almoçamos com amigos no centro da cidade, perto da Torre dos Clérigos, queria comer novamente o bacalhau com nata (que é um creme de leite delicioso). Foi um pouco difícil de encontrar em Porto, porque não é a comida típica deles, mas estava muito bom.

Um detalhe sobre os salgados em Portugal é que eles são servidos frios o que deixa o gosto da gordura dos folhados e da massa frita mais acentuado. Não me agradou comer o que eu sempre comi no Brasil, servido quente, frio, a sensação é estar comendo um alimento feito no dia anterior ou antes. Por isso, se você tiver certeza que o salgado está quente, coma, mas se estiver frio e não puder ser esquentado, desista.

ALGARVE – FARO

Da cidade do Porto fomos para Londres, e na volta pegamos um avião direto para Faro. Passamos a noite na cidade e no dia seguinte pela tarde fomos para Albufeira. A cidade de Faro tem alguns pontos turísticos interessantes e ótimas vistas para contemplação do mar. A linha do trem circunda cidade pela borda dos canais perto do mar, o que cria o cenário perfeito para fotos.

Onde ficamos hospedados:

Para passar uma única noite, escolhemos um hotel perto da estação de trem. Uma dica importante é reservar sempre hospedagens com recepção 24 horas, principalmente se estiver chegando em um voo noturno ou trem. Infelizmente, os longos atrasos são muito frequentes na Europa. Caso aconteça algum imprevisto é importante saber que poderá chegar na hospedagem e ter alguém para recepcionar.

A pousada não tinha café da manhã, mas não foi difícil encontrar uma padaria para tomar café. Quanto mais próximo da cidade velha mais opções de restaurantes e lanchonetes.

O que vimos e onde fomos:

O clima não ajudou e o tempo ficou chuvoso, mas ainda assim conseguimos caminhar pelo centro e a cidade velha e visitar o arco da vila, a igreja de Santa Maria, e as muralhas. Em um único dia é possível conhecer toda a cidade e com disposição, a pé.

Onde comemos:

Tomamos o café da manhã perto da pousada mesmo. Já passava das 11h mas conseguimos encontrar um bom lugar para comer. Dica: peça o pãozinho quente, porque a temperatura ambiente deixa o pão bem frio, quase gelado. No almoço escolhemos um restaurante local, em uma das ruas atrás da estação de trem, com um preço bem justo, cerca de €8 por pessoa, uma refeição completa. Dica: quer comer barato, saia das ruas em que estão os pontos turísticos, uma ou duas ruas paralelas já vão baixar bastante o preço.

ALGARVE – ALBUFEIRA

De Faro seguimos para Albufeira que era realmente nosso objetivo no Algarve. Tão bonita como a cidade de Lagos, Albufeira é uma das cidades mais charmosas do Algarve. A estação e trem perto de Albufeira não fica perto do centro como em Faro e em Lagos. Descemos em Albufeira-Ferreiras e pegamos um uber para o hotel.

Onde ficamos hospedados:

Depois de ler muitos comentários sobre a vida noturna constante em Albufeira, reslvemos ficar hospedados em uma rua sem bares ou casas noturnas, mas perto a poucos passos, que nos possibilitou fazer tudo a pé.

O hotel foi excelente, quarto super confortável, com banheira, café da manhã excelente, e com uma piscina no terraço com uma vista incrível de toda a cidade.

O que vimos e onde fomos:

No primeiro dia ainda choveu um pouco, então aproveitamos para descansar e no fim da tarde saímos para explorar as ruas ao redor até a orla. O centrinho da cidade antiga de Albufeira é exatamente como as avaliações que li, bem agitado do fim da tarde até a noite, e com um bar ao lado do outro.

No segundo dia, saímos cedo para caminhar por toda a cidade antiga até a marina, parando para conhecer as casas antigas e restauradas, as ruazinhas que escondiam vistas espetaculares do mar. Contornando o mar o caminho para a marina não é tão distante quanto parece, e pelo caminho existem vários bancos para fazer uma pausa e descansar.

Da marina de Albufeira saem vários passeios de barco para as grutas da região, o ideal é fazer o passeio pela manhã, mas desde que o mar não esteja agitado. Da marina não é possível ter noção da agitação do mar nas grutas, a distância é grande. Se 2 em 3 agências recusarem o passeio por conta do mal tempo no mar, não insista em procurar outra agência, mude de planos e faça outra atividade.

Mesmo sem fazer o passeio, passamos algumas horas na marina, onde almoçamos e ficamos contemplando os barcos e as atividades do local, existem várias opções de diversão para as crianças.

Voltamos para a cidade antiga e paramos em vários pontos para apreciar o mar e o pôr do sol, que é belíssimo no Algarve. Descemos até a praia pelo elevador do Peneco e caminhamos um pouco pela areia. Apesar do frio de abril, encontramos muitos banhistas no mar, que na época mais quente do verão é bem gelado.

Em 2 dias inteiros é possível conhecer toda a cidade de Albufeira.

Onde comemos:

Comemos um lanche em uma cafeteria que apesar de cheia não era boa, foi na verdade bem ruim. A frustração de pedir alimentos bonitos e ao comer perceber que não existia sabor. Mil vezes uma torta feia e saborosa a uma torta perfeita e insossa. Tentei comer um salgado. Lembra da dica de pedir pra esquentar? Sempre peçam, até os salgados são gelados.

Antes de voltarmos pro hotel decidimos passar em um mercado e comprar lanche para comer de noite. A melhor coisa que fizemos.

No dia seguinte, almoçamos na marina, uma ótima pedida, com vários restaurantes, e bem no final, um mercadinho com serviço de comida, super barato e muito bem servido. Almoçamos por €5 cada um.

LISBOA

De novo voltamos para Lisboa. Pegamos o trem em Albufeira pela manhã e depois de 4 horas chegamos em Lisboa. O valor e tempo de duração da viagem variam de acordo com o horário e antecipação da compra da passagem. Com uma semana de antecedência é possível conseguir descontos de até 40%, o site é o www.cp.pt e está tudo muito bem explicado.

Onde ficamos hospedados:

Em Lisboa escolhemos uma hospedagem que não foi muito honesta sobre a descrição dos serviços. No Booking colocaram que serviam café da manhã, e quando chegamos nos deram uma desculpa que estavam temporariamente sem poder oferecer o serviço e descontaram uma parte do valor da diária, que por sua vez comparando com os valores das hospedagens na mesma rua que já diziam que não serviam café da manhã, seriam mais econômicas ainda.

De qualquer modo, tirando esse inconveniente a localização era ótima e pudemos fazer muito mais coisas a pé do que na primeira vez que estivemos em Lisboa.

O que vimos e onde fomos:

Sendo a minha terceira vez em Lisboa e a segunda do Willian, visitamos lugares que não estão nos roteiros mais enxutos. Andamos por todo o Parque Eduardo VII, visitamos a Estufa Fria, e os Jardins do Marquês da Fronteira, com centenas de azulejos antigos e decorados.

E sendo nossa última parada na viagem, também aproveitamos para fazer compras no El Corte Inglès.

Onde comemos:

Sem ter o café da manhã na pousada, nós compramos novamente lanches no mercado e comemos no quarto.

Almoçamos ao lado do Parque Eduardo VII, uma refeição básica nada turística, mas bem saborosa. O preço não foi muito barato e gastamos cerca de €10 por pessoa. Jantamos com amigos que moram em Lisboa perto da pousada mesmo e no segundo dia em um restaurante libânes muito bom em um shopping bem longe do centro.

Também comemos no El Corte Inglès, que tem ótimas opções de preços e sabores. Em média nossas refeições em Lisboa ficaram entre €8 e €10 cada.

Dicas para a sua viagem:

Escolhendo bem é possível fazer uma viagem econômica. Existem ótimos hotéis 3 estrelas com café da manhã. Boas pousadas 2 estrelas sem café da manhã e para quem está sozinho ou com amigos o hostel é a melhor escolha.

Use o transporte público, aproveite as viagens de trem para conhecer a paisagem de Potugal. Caminhe bastante, leve somente calçados para longas caminhadas como tênis ou botas de salto baixo ou sem salto. O uber não é caro, mas deixe para última opção, pois o metrô é bem mais barato.

A alimentação é ponto de despesa importante na viagem. Por isso, escolha 2 ou 3 experiências gastronômicas ao invés de todos os dias comer em restaurantes caros. E cuidado para não acabar passando mal e perdendo um dia inteiro de viagem no banheiro do hotel.

Depois de algumas viagens a gente aprende que não precisa trazer uma lembrança de cada loja de artesanato que entra. Escolha o enfeite que mais te encantou e compre ele. Não deixe para depois, pois dificilmente passamos pela mesma rua 2 vezes durante uma viagem.

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Author: patriciaviaja

O blog e o canal no Youtube são criações do casal Patricia Barbosa e Willian Rocha. Em 2014 criaram o Canal Patricia Viaja no YouTube e em 2015 decidiram criar o Blog Patricia Viaja. Patricia é formada em Direito e trabalha no Judiciário Federal Brasileiro. Willian é Designer Gráfico e Instrucional e trabalha para o Governo do Estado de São Paulo. Antes de se conhecerem a Patricia já tinha viajado por quase toda a América do Sul (Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru, Venezuela, Chile) e outros países como as Antilhas Holandesas e os Estados Unidos, e já entendia quase tudo sobre milhas aéreas e como economizar muito nos planejamentos de viagem usando os programas de pontos das cias aéreas e dos hotéis. Desde que se conheceram em 2011 os dois já viajaram juntos pelo Brasil, Argentina, Chile, Equador, Estados Unidos, Canadá, França, Grécia, Espanha, Portugal e Itália. No blog é explorado o formato econômico de viagens do casal, explicando como são planejadas as viagens, desde a escolha do destino e as reservas de passagens, hotéis e passeios, aproveitando os benefícios dos programas de fidelidade das cias aéreas, hotéis e cartões de crédito. O desejo é que assim como eles, mais pessoas possam viajar e usufruir do melhor das suas férias de trabalho e escola, sem comprometer o orçamento mensal.

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