ROTEIRO DE VIAGEM – 17 dias entre PORTUGAL e ESPANHA

Esse foi o roteiro que preparei para a viagem com meus pais por Portugal, passando pela Espanha. Não conhecemos todas as regiões de Portugal, mas pudemos conhecer a costa de norte a sul. Aproveite a estrutura e as informações para montar você mesmo o seu roteiro de viagem.

A maior parte das informações sobre os lugares foram coletadas dos sites oficiais de turismo dos países. Use o google tradutor para facilitar suas buscas.

Dados das passagens de avião e trem:

VOO – código do aeroporto de saída e chegada

Código Reserva:

Número do ticket/bilhete:

Valores das Passagens:

Franquia de bagagem quantidade de malas permitida:

Voo                 data e dia da semana do voo           número do voo           assentos números e letras dos assentos

Partida            horário de saída do voo          Número do Terminal no aeroporto

Chegada          horário de chegada do voo     Número do Terminal no aeroporto

TREM – Nome da Estação de Trem de saída e chegada

Código Reserva:

Número do ticket/bilhete:

Valores das Passagens:

Franquia de bagagem quantidade de malas permitida:

Trem               data e dia da semana do trem         número do trem          assentos números e letras dos assentos

Partida            horário de saída do trem        Número da plataforma na estação

Chegada          horário de chegada do trem

Franquia de bagagem – regras gerais da maioria das cias aéreas: Mala de porão: medida total de até 158 cm e peso de 23kg. Mala de bordo/mão: dimensões máx. de 55 x 40 x 20 (voos internos no Brasil 55x35x25) + 1 acessório: bolsa, pasta, câmera ou notebook (dimensão 40x30x10 cm); Juntos os volumes da bagagem de mão podem ter no máximo 10 kg

Regras para o transporte de líquidos na bagagem de mão: não exceder o limite de 10 unidades de até 100 ml (3,4 oz) por frasco, colocados em um saco plástico transparente e selado, com um volume máximo de 1 litro.

MOEDA: Cotação do Euro – durante os meses de planejamento da viagem anote a cotação das moedas estrangeiras, para ter uma noção dos ajustes financeiros que precisará fazer até o início da viagem.

Levar dinheiro em espécie pelo menos €60 por dia de viagem, ou €600 para períodos inferiores a 10 dias, e seguro viagem obrigatório nos termos do Tratado de Schengen. É possível comprovar a renda por meio de cartões de crédito, desde que acompanhados de carta emitida pelo banco.

HOSPEDAGEM – Preços para outubro de 2018

AVEIRO: 2 diárias – Baga de Sal Wine Guesthouse. Rua do Gravito, 11 – 3800 Aveiro. +351 929 193 015. 1 quarto triplo com banho privado e café € 110.

PORTO: 2 diárias – Ibis Porto São João. Rua Doutor Plácido Costa, Porto. Tel : 351 22/5513100. 1 quarto triplo € 186,80 com banho privado café.

ÓBIDOS: 1 diária – Hotel Rainha Santa Isabel. R. Direita, Óbidos. +351 262 959 323. 1 quarto triplo € 73 com banho privado e café.

SINTRA: 2 diárias – Moon Hill Hostel. Rua Guilherme Gomes Fernandes, 17, Sintra. +351 21 924 3755. 4 camas em dormitório com banho privado e café € 160.

LAGOS: 2 diárias – Hotel Montemar. Rua Da Torraltinha, 33, 34. 8600-549 Lagos. Portugal. Telefone +351 282 762 085. 2 quartos €124,74 com banho privado e café.

LISBOA: 3 diárias – Pensão Nova Goa. Rua Arco Marquês Do Alegrete 13. Santa Maria Maior. 1100-034 Lisboa Portugal. Telefone +351 21 888 1137. 1quarto triplo €219 com banho privado e café.

MADRI: 2 diárias – NOVOTEL MADRID CITY LAS VENTAS. Albacete 1, Esquina avenida de Badajoz. 28027 Madrid – Espanha. Tel : 34 91/7247600. 1 quarto triplo superior €266 com banho privado e café.

CLIMA: Outubro em Portugal médias entre as cidades visitadas: mínima 12ºC máxima 22ºC. Média de chuvas 20%, Tempo parcialmente nublado. Outubro em Madri médias: mínima 6ºC máxima 17ºC. Probabilidade de chuvas 20%, Tempo parcialmente nublado.

PLANO DE VIAGEM – SOBRE OS LUGARES E PONTOS TURÍSTICOS

AVEIRO

É um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico. Junto ao mar e à ria, Aveiro é atravessada por uma rede de canais por onde passeiam barcos moliceiros. Estas embarcações, esguias e coloridas, serviam para recolher algas e sargaço, e hoje em dia são usadas em passeios turísticos. Fazer a visita a pé também não implica demasiado esforço já que a cidade é plana, e quem gosta de pedalar pode optar pelas ”bugas” – as bicicletas de utilização gratuita disponibilizadas pela Câmara Municipal de Aveiro. Aveiro possui um conjunto de edifícios em estilo “Arte Nova” que vale a pena apreciar. Grande parte está situada junto ao canal principal, mas existem alguns fora das rotas tradicionais e até noutras localidades. Emblemático da cidade é o doce confecionado com ovos e açúcar – os “ovos moles” que são vendidos em barricas de madeira ou envoltos numa crosta de massa de hóstia com diversos formatos. Mas antes da gulodice, podemos confortar o estômago com as delícias que o mar oferece como o marisco, o peixe fresco grelhado ou em caldeiradas e as enguias características desta região, que são servidas em caldeirada ou escabeche.

Museu de Aveiro: instalado no Convento de Jesus, onde está o Mausoléu da Princesa Santa Joana e a talha dourada que decora o interior da igreja. Capela do Senhor das Barrocas, Igreja da Misericórdia. Capela de São Gonçalinho; Jardim do Rossio.

Praia da Costa Nova: também conhecida apenas por Costa Nova, situa-se na costa ocidental de Portugal, na linha de costa da Ria de Aveiro. Localiza-se no Município de Ílhavo, tal como a Praia da Barra, na Região Centro de Portugal. Teve a sua origem na abertura da barra da Ria de Aveiro, a partir do ano de 1808. É uma das excelentes praias portuguesas para a prática de desportos náuticos, já que, além da frente atlântica, dispõe também de uma frente ribeirinha para o Canal de Mira da Ria de Aveiro.

Farol de Aveiro: é o maior farol de Portugal. Fica localizado na praia da Barra,freguesia da Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, distrito de Aveiro. Foi, à data da sua construção, o sexto maior do mundo em alvenaria de pedra, continuando a ser actualmente o segundo maior da Península Ibérica, estando incluído nos 26 maiores do mundo. É uma torre troncónica com faixas brancas e vermelhas e edifícios anexos.

Barcos Moliceiros: O passeio nos barcos moliceiros é uma das melhores formas de conhecer rapidamente a história e a cultura local. Antigamente eles eram usados para uma das formas de pesca, hoje os barcos servem ao turismo.

Sé de Aveiro: A Catedral de Aveiro, também referida como Igreja de São Domingos de Aveiro.

PORTO

Situada às margens do Rio Douro. A cidade tem seu patrimônio histórico e cultural nas duas margens, com as suas pontes e monumentos, azulejos, varandas floridas e ruas de comércio. O centro histórico do Porto e a margem do rio Douro do lado de Gaia, onde ficam as caves do vinho do Porto, são Património Mundial.

A Estação de S. Bento, é o terminal ferroviário principal na cidade do Porto, decorado com paredes de azulejos com imagens que contam parte da história portuguesa. O nome da estação vem de um mosteiro beneditino que existia ali. A estação está ligada à estação de metrô de São Bento (linha D).

Perto da estação está a , a não perder, de cujo terreiro se oferece a primeira vista sobre o rio, o casario e a outra margem. Saindo desta região caminhando e descendo por escadinhas e ruas medievais até à Ribeira, que mantém boa parte das construções antigas, onde hoje funciona toda uma estrutura turística com restaurantes, lojas de artesanato e galerias de arte. Dedique um tempo para a caminhada ao longo das margens e a visão do lindo conjunto que as pontes como a D. Luís fazem com o rio. Existem passeios de cruzeiro sob as seis pontes do Porto, para isso dedique metade de um dia. Outros edifícios que valem a visita são o Palácio da Bolsa.

O bonde elétrico parte junto ao rio para um percurso que segue até à Foz. Ali começa a Av. da Boavista e perto de lá está a Fundação Serralves, com jardins para passear ou descansar e exposições de arte contemporânea.

Junto à rotatória da Boavista fica a Casa da Música, que se destaca pela arquitetura e é um dos principais centros culturais da cidade. Na mesma região está a Av. dos Aliados, os jardins do Palácio de Cristal, o Museu Soares dos Reis. Outro jardim, cheio de esculturas, é o da Cordoaria, envolvido por igrejas e outros monumentos. Visite também a igreja e a Torre dos Clérigos de onde se tem uma vista da parte antiga da cidade do Porto. Pertinho da torre dos Clérigos está a livraria Lello que inspirou a escritora dos livros de Harry Potter. Ainda caminhando pelo entorno chega-se a avenida dos Aliados, passando por lojas e prédios com arquitetura de arte-nova. A Rua de Santa Catarina, só para pedestres, o que chamamos de calçadão, onde ficam lojas tradicionais portuguesas, magazines populares de moda europeus, como zara, h&m, primark e marcas americanas.

O Café Majestic, foi construído em 1922, e é um exemplo de arquitetura Art Nouveau com linhas curvas, molduras decorativas, elementos florais e muitas outras características do estilo arquitetônico. É parada obrigatória para um café, cappuccino, uma tradicional rabanada e outros doces deliciosos. Os preços valem uma refeição completa, mas por todo o conjunto da experiência de ser atendido no local por funcionários em seus elegantes uniformes, a música no piano, a decoração riquíssima, vale a visita sim.

Mercado do Bolhão: um dos mercados de alimentos agrícolas, frutas e vegetais, naturais mais antigos do Porto. Em 2019 estava sendo completamente reformado e não pudemos visitar.

Capela das Almas: Coberta de azulejos pintados de azul, fica no coração do Porto Velho. Existem 15.947 telhas no total, cobrindo 360 metros quadrados. As imagens feitas destas telhas retratam a morte de São Francisco, o martírio de Santa Catarina e outras cenas da vida dos santos.

Ponte Dona Maria Pia: uma infraestrutura ferroviária, que transportava a Linha do Norte sobre o Rio Douro, entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, no Norte de Portugal. Foi inaugurada em 4 de Novembro de 1877 e foi encerrada em 24 de Junho de 1991, tendo sido substituída pela Ponte de São João. É considerada, junto com o Viaduto de Garabit, como as maiores obras-primas executadas pelo engenheiro Gustave Eiffel.

Ponte Infante Dom Henrique: também conhecida como Ponte do Infante, é uma ponte rodoviária que liga Vila Nova de Gaia ao Porto, sobre o rio Douro, em Portugal. Baptizada em honra do Infante D. Henrique, nascido no Porto, é a mais recente e, segundo muitos, a mais esbelta ponte que liga Porto e Gaia. Foi construída para substituir o tabuleiro superior da Ponte Luís I, entretanto convertida para uso da “Linha Amarela” do Metro do Porto.

Vá para o lado oposto da margem do rio Douro, em Gaia, para visitar as caves do vinho do Porto e provar o vinho no seu ambiente peculiar. A partir da Ribeira, pode-se atravessar a pé a ponte D. Luís e ter uma bela vista da cidade do Porto. É possível descer para a margem oposta a pé, ou com o teleférico de Gaia, que sobe e desce deste lado do rio.

ÓBIDOS

A vila medieval de Óbidos é uma das mais pitorescas e bem preservadas de Portugal. Suficientemente perto da capital e situada num ponto alto, próximo da costa atlântica, Óbidos teve uma importância estratégica no território. Já ocupada antes dos romanos chegarem à Península Ibérica, a vila tornou-se mais próspera a partir do momento em que foi escolhida pela família real. Desde que o rei D. Dinis a ofereceu a sua esposa D. Isabel, no séc. XIII, ficou a pertencer à Casa das Rainhas que, ao longo das várias dinastias, a foram beneficiando e enriquecendo. É uma das principais razões para se encontrarem tantas igrejas nesta pequena localidade.

Dentro de muralhas, encontramos um castelo bem conservado e um labirinto de ruas e casas brancas que encantam a todos. Entre pórticos manuelinos, janelas floridas e pequenos largos, encontram-se vários motivos de visita, bons exemplos da arquitetura religiosa e civil dos tempos áureos da vila.

A Igreja Matriz de Santa Maria, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de São Pedro, o Pelourinho e, fora de muralhas, o Aqueduto e o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, de planta redonda, são alguns dos monumentos que podem ser visitados.

A bebida oriunda da região e famosa em toda a Europa é a Ginjinha de Óbidos, que pode ser provada em todas as vendas da vila, de preferência num copinho de chocolate.

Durante todo o ano, um programa de eventos traz alguma animação a esta pequena localidade, mas sem dúvida os mais concorridos são o Festival Internacional do Chocolate, o Mercado Medieval e o Natal, em que se decora a vila com motivos alusivos à época.

SINTRA

A Vila de Sintra é notável pela presença da sua arquitetura romântica, com castelos, palácios e muralhas, resultando na sua classificação enquanto Paisagem Cultural de Sintra, Patrimônio Mundial da UNESCO e tem recusado ser elevada a categoria de cidade, apesar de ser sede do segundo município mais populoso em Portugal.

Existe todo um património literário que transformou Sintra numa referência quase lendária. Pela mais antiga forma medieval era conhecida como “Suntria” significando “astro luminoso” ou “sol”, terá sido designada por Varrão e Columela como Monte Sagrado. Ptolomeu registrou-a como a “Serra da Lua” e o geógrafo árabe Al-Bacr, no século X, caracterizou Sintra como “permanentemente mergulhada numa bruma que não se dissipa”, por causa da neblina e nevoeiro.

Podemos encontrar na vila de Sintra testemunhos de praticamente todas as épocas da história portuguesa e, não raro, com uma dimensão que chegou a ultrapassar, pela sua importância, os limites deste território. Na candidatura de Sintra a Património Mundial e Paisagem Cultural junto da UNESCO, tratou-se de classificar toda uma área que se assumiu como um contexto cultural e ambiental de características específicas: uma unidade cultural que tem permanecido intacta numa plêiade de palácios e parques; de casas senhoriais e respectivos hortos e bosques; de palacetes e chalets inseridos no meio de uma exuberante vegetação; de extensos troços amuralhados que coroam os mais altos cumes da Serra. Também de uma plêiade de conventos de meditação entre penhascos, bosques e fontes: de igrejas, capelas e ermidas, polos seculares de fé e de arte; enfim, uma unidade cultural intacta numa plêiade de vestígios arqueológicos que apontam para ocupações várias vezes milenárias.

O QUE VER E FAZER EM SINTRA

Além de visitar o Palácio Nacional de Sintra, o Palácio da Pena, e a Quinta da Regaleira, que já mencionamos no primeiro roteiro de viagem por Portugal, clique aqui pra ler, nesta viagem conhecemos estes lugares:

PARQUE E PALÁCIO DE MONSERRATE (Parque aberto até às 20h – Palácio encerra às 19h). Próximo do centro histórico de Sintra, situa-se uma das mais belas criações arquitetônicas e paisagísticas do Romantismo em Portugal: o Parque e Palácio de Monserrate, testemunhos ímpares dos ecletismos do século XIX. O Palácio combina influências góticas, indianas e sugestões mouriscas, bem como motivos exóticos e vegetalistas que se prolongam harmoniosamente no exterior. Os jardins receberam espécies vindas de todo o mundo e foram organizados por áreas geográficas. O relvado fronteiro ao Palácio permite o descanso merecido, durante a descoberta de um dos mais ricos jardins botânicos portugueses. A Quinta de Monserrate foi arrendada por Gerard de Visme (1789), rico comerciante inglês, que aí construiu uma casa em estilo neogótico. William Beckford subarrendou Monserrate em 1793-1794 mas, em 1809, quando Lord Byron visita a propriedade, a casa já estava em ruínas. O aspeto sublime da propriedade foi fonte de inspiração para o poeta, que cantou Monserrate na sua obra Childe Harold’s Pilgrimage, após o que a quinta se tornou num local de visita obrigatória de viajantes estrangeiros, sobretudo ingleses, que o descreveram em inúmeros relatos de viagens e o ilustraram em gravuras. Um dos visitantes famosos foi Francis Cook, outro muito rico industrial inglês mais tarde agraciado pelo rei D. Luís com o título de Visconde de Monserrate, que sub-rogou a propriedade em 1856. A aquisição efetiva da propriedade acontece em 1863, iniciando, com o arquiteto James Knowles, a transformação do que restava da casa de De Visme. O Palácio de Monserrate, que exibe, na sua decoração, influências medievais e orientalizantes, é, com o Palácio da Pena, um dos mais importantes exemplos da arquitetura romântica em Portugal.

CASTELO DOS MOUROS – aberto a partir das 9.30h: Instalado num dos cumes sobranceiros da serra de Sintra, o Castelo dos Mouros é uma fortificação construída em torno do século X após a conquista muçulmana da Península Ibérica. Duas cinturas de muralhas contornam de forma irregular os blocos graníticos da serra, por entre penedos e sobre íngremes penhascos. Ao longo dos caminhos de ronda é possível admirar uma paisagem única que exibe, em primeiro plano, a vila, o Paço de Sintra, o Palácio da Pena e a serra e, para além destes, a extensa planície a norte e o oceano Atlântico. A configuração atual do Castelo dos Mouros é fruto de diversas campanhas e acontecimentos, destacando-se as intervenções realizadas durante a primeira dinastia, iniciadas por D. Afonso Henriques após a tomada de Lisboa e Santarém (1147); até à utilização da fortificação no reinado de D. Fernando I (1383); O castelo sofreu danos causados pelo terremoto de 1755; e foram realizadas obras de restauro por D. Fernando II no século XIX, ao gosto romântico da época, e ainda as intervenções conduzidas pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, no século XX.

CHALLET DA CONDESSA D’EDLA aberto a partir das 9.30h: Na segunda metade do século XIX, D. Fernando II e a sua futura segunda mulher, Elise Hensler, Condessa d’Edla, criaram na zona ocidental do Parque da Pena um Chalet e um Jardim de caráter privado e sensibilidade romântica, espaço de refúgio e recreio do casal. Localizado de forma estratégica a poente do Palácio da Pena, o edifício segue o modelo dos Chalets Alpinos, então em voga na Europa. Da eclética decoração sobressaem as pinturas murais, os estuques, os azulejos e o uso exaustivo da cortiça como elemento ornamental. No exterior, o jardim que envolve o Chalet – e também a Quinta da Pena – reúne vegetação autóctone e espécies botânicas provenientes dos quatro cantos do mundo, conformando uma paisagem exótica em que se destacam a Feteira da Condessa, o Jardim da Joina, o Caramanchão e os lagos.

Elétrico de Sintra até a Praia das Maçãs (cerca de 45m de viagem) Ponto Partida Vila Alda casa do elétrico de Sintra. O Eléctrico de Sintra é um dos ex-libris da região. Inicialmente, preenchia a necessidade de ligar a vila à Praia das Maçãs, e iniciou as suas funções em 1904. Posteriormente, com o desenvolvimento das vias de comunicação e dos meios de transporte individual, foi abandonado.  Hoje funciona como um transporte turístico e continua a fazer a ligação entre a Vila e a Praia das Maçãs. São quase 13 quilômetros de percurso que duram cerca de 45 minutos por entre uma vegetação que oferece de mão beijada as sombras. São plátanos, vinhas e pomares que conferem frescura ao passeio. De carruagens abertas ou fechadas, mas com denominador comum a cor vermelha, a viagem faz-se ao sabor de outros tempos.

Cabo da Roca: O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental de Portugal continental, assim como da Europa continental. Situa-se na freguesia de Colares, concelho de Sintra e distrito de Lisboa. O local é visitável, não até ao extremo mas até uma zona à altitude de 140 m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra, precipitando-se sobre o Oceano Atlântico. As suas coordenadas geográficas são N 38º46’51”, W 9º30’2″. Luís Vaz de Camões descreveu-o como o local “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III). Um padrão em pedra com uma lápide assinalam esta particularidade geográfica a todos quanto visitam este local. A sua flora é diversa e, em muitos casos, tem espécies únicas, sendo objecto de vários estudos que se estendem, igualmente, à geomorfologia, entre outros. Na zona existe um farol (Farol do Cabo da Roca) e uma loja turística. Está inserido no Parque Natural de Sintra-Cascais, numa zona de fáceis acessos e de grande afluência turística, sendo muitas as pessoas que o visitam. Ao Domingo é habitual a concentração de vários grupos de motociclistas.

LAGOS – ALGARVE

Lagos: A primeira localidade na região de Lagos, chamada de Laccobriga ou Lacóbriga, foi fundada cerca de 2000 anos antes do Nascimento de Cristo pelos Cônios. Esta localidade foi subsequentemente ocupada por Cartagineses, Romanos, povos bárbaros, muçulmanos e finalmente reconquistada pelos cristãos no Século XIII. Devido à sua localização e importância econômica, Lagos tornou-se um ponto central para os Descobrimentos Portugueses, a partir do Século XV; em 1573, foi elevada a cidade pelo rei D. Sebastião, passando a ser a capital do Reino do Algarve, posição que manteve durante o Domínio Filipino. Em 1755, quando foi devastada pelo tsunami que também devastou Lisboa, a capital provisória passou para Loulé e depois para Faro onde ainda se mantém. No Século XIX, participou ativamente nas Invasões Francesas e na Guerra Civil Portuguesa, tendo conseguindo retomar alguma importância econômica, com a introdução das primeiras indústrias a partir de meados do século. Após a Segunda Guerra Mundial e até aos finais do Século XX, assistiu-se a uma gradual redução da capacidade industrial e a um aumento do turismo, que se tornou na principal atividade econômica no Concelho (hoje Lagos dispõe de uma vasta e diversificada oferta de alternativas de alojamento: hotéis; albergues de juventude; moradias e apartamentos turísticos; parques de camping e trailers). Nas últimas décadas do século XX e início de XXI a cidade mudou a um ritmo acelerado, com renovação do centro histórico e expansão da periferia. Foram criados novos bairros residenciais e equipamentos respetivos (comércio, saúde, educação, desporto…); foi levada a cabo a construção da Marina de Lagos e respetiva zona habitacional e comercial; foram criadas novas unidades hoteleiras, instalações administrativas, etc..

ONDE IR: Ponta da Piedade, Praia Dona Ana, Forte da Ponta da Bandeira, Igreja de Santo Antonio, Mercado dos Escravos, Ruas do Centro de Lagos. Os passeios de barco para as grutas são imperdíveis, os melhores horários são os da manhã, por causa da agitação do mar e para a melhor visibilidade das grutas, com a maior incidência da luz do sol. A marina da cidade tem diversão e serviços turísticos para todos.

LISBOA

Lisboa é a capital de Portugal e a cidade mais populosa do país. Na Área Metropolitana de Lisboa, residem cerca de 3 milhões de pessoas. Lisboa é o centro político de Portugal, sede do Governo e da residência do chefe de Estado. É o “farol da lusofonia” (Daus): a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem a sua sede na cidade. É ainda a capital mais a ocidente do continente europeu na costa atlântica. O estatuto administrativo da cidade foi originalmente concedido pelo ditador Júlio César enquanto município romano. O imperador acrescentou orgulhosamente à palavra “Olisipo”, que deu origem ao nome de Lisboa, a designação “Felicidade Júlia” (Felicitas Julia), em sua memória. Na gíria popular, os naturais ou habitantes de Lisboa são chamados “alfacinhas”. A origem da palavra é desconhecida. Supõe-se que o termo se explica pelo facto de existirem hortas nas colinas da primitiva cidade de Lisboa, onde verdejavam “plantas hortenses utilizadas na culinária, na perfumaria e na medicina”, vendidas na cidade. A palavra alface provem do árabe e poderá indicar que o cultivo da planta começou aquando da ocupação da Península Ibérica pelos Muçulmanos. Há também quem sustente que, num dos cercos de que a cidade foi alvo, os habitantes da capital portuguesa tinham como alimento quase exclusivo as alfaces das suas hortas. O certo é que a palavra ficou consagrada e que os grandes da literatura portuguesa convencionaram tomar por alfacinha um lisboeta.

O QUE VER E FAZER EM LISBOA

Arco da Rua Augusta, arco triunfal. A construção foi programada em 1759, no quadro da reconstrução pombalina após a destruição da baixa lisboeta pelo terremoto de 1755, só foi concluído em 1873.

Palácio de Belém, séc XVIII, localizado na zona histórica de Lisboa, possui 5 edifícios, em estilo barroco e maneirista, usado como a residência oficial do presidente de Portugal desde 1910. Também alberga o Museu da Presidência, História da República. Se o presidente está em Belém uma bandeira verde com o brasão nacional é hasteada.

Jardim da Praça do Império, área de 3,3 há, construído em 1940, perto do Mosteiro dos Jerónimos. Antiga “praia do Restelo”. O lago central apresenta no exterior os Brasões de Mercê Antiga ou Nova pertencentes ou atribuídos a Navegadores durante o período dos Descobrimentos. Os seus jardins apresentam 30 brasões representando os 18 distritos portugueses, os arquipélagos e as ex-colónias, a que se juntaram ainda as cruzes de Cristo e Avis. Há ainda um escudo nacional também feito com buxo e flores.

Padrão dos Descobrimentos, memorial aos navegadores portugueses. Composto de 33 figuras importantes dos Descobrimentos Portugueses, Luis Vaz de Camões, Vasco da Gama e Pedro Álvarez Cabral entre outros;

Mosteiro Jerónimos e a Torre de Belém, Património Mundial, gótico manuelino com abóbadas trabalhadas em pedra, elementos decorativos ligados a aspetos marítimos e às viagens dos navegadores.

Comer um pastel de nata, comum ou o de Belém, doce de pastelaria que os lisboetas acompanham com um café.

Praça do Comércio ou Terreiro do Paço, maior praça de Lisboa, símbolo da cidade e da reconstrução após o terremoto de 1755. Um espaço para passear à beira rio, no fim da tarde, ou vista do rio em um passeio de barco.

Castelo de São Jorge, ponto mais alto da cidade, no meio dos bairros mais típicos, a ligação da cidade com o rio Tejo;

Bairros da Alfama, Mouraria ou da Madragoa;

Música, Ouvir um Fado, jantar à luz da vela a ouvir fado em Lisboa é tradição.

Elevador Santa Justa, vista da parte antiga de Lisboa, com mais de cem anos, desenhado por Ponsard, discípulo de Gustave Eiffel.

Andar de elétrico (bondes), meio de transporte comum para os lisboetas, uma das melhores maneiras de conhecer os bairros históricos, fotografias, o de nº 28 é o mais conhecido;

Museu Nacional do Azulejo e o Museu dos Coches, história do azulejo em Portugal, desde o séc. XVI até aos dias de hoje; e uma coleção de coches com exemplares do século XVIII, decorados com pinturas e talha dourada.

Oceanário, no Parque das Nações, área de revitalização de uma zona industrial, à beira rio, um dos maiores da Europa, fauna e a flora dos diversos oceanos do planeta.

MADRID

Capital da Espanha, cidade cosmopolita que combina as infraestruturas mais modernas com um imenso patrimônio cultural e artístico, um legado de séculos de história, dos mais importantes entre as principais cidades europeias, localizada no centro geográfico da Península Ibérica, a 646 metros acima do nível do mar. Povoada desde o Paleolítico Inferior, em 1561 o Rei Felipe II concede a Madri a capital de seu extenso império.

O QUE VER E FAZER EM MADRI

O centro histórico, também conhecido como “Madrid de los Austrias” e a impressionante Plaza Mayor, inaugurada em 1620 e um dos cantos mais populares e típicos da Espanha, viveram o esplendor crescente da cidade durante os séculos XVI e XVII.

Perto da Plaza Mayor encontra-se o chamado “centro aristocrático“, onde o Palácio Real deslumbra, construção monumental do século XVII, uma mistura de barroco e classicismo. Próximo a ela, a Plaza de Oriente, a Opera House e a moderna Catedral Almudena, consagrada em 1993 pelo Papa João Paulo II. Puerta del Sol cercado por uma área comercial selecionado e o “Paseo del Arte“, assim chamado por causa de seus museus, palácios e jardins, completar este conjunto monumental que brilham com sua própria luz do edifício do Banco de Espanha, Palácio Telecomunicações e as fontes do Cybele e Netuno. A plaza de España possui as estátuas de Miguel de Cervantes e seus personagens como Dom Quixote.

Madri tem mais de 60 museus que cobrem todo o conhecimento humano. Museu do Prado, com uma das mais importantes pinacotecas do mundo; o Museu Thyssen-Bornemisza, com mais de 800 pinturas que vão desde os primitivos flamencos aos movimentos de vanguarda. E o Centro Nacional de Arte Reina Sofia, dedicado à arte espanhola contemporânea, com obras de Picasso, Joan Miró, Salvador Dalí e Juan Gris, entre outros.

Parques e jardins extensos e bem cuidados, como o Parque do Retiro, antigamente o local de lazer dos reis espanhóis, a Casa de Campo, o Parque Juan Carlos I, permitem-lhe desfrutar do sol, passear, remo nas suas lagoas ou alimentar os esquilos, em uma das capitais mais verdes da Europa.

COMPRAS: NÃO ESQUECER DO (TAXFREE ACIMA DE €62 (PORTUGAL) E €91 ESPANHA)

O QUE LEVAR NA MALA: As recomendações de roupas e sapatos estão considerando uma viagem para a Europa entre os meses de outubro a maio.

– documentos e cópias dos documentos; reservas, guias, mapas;

– passaporte, cartões, cnh, carteira de vacinação;

– remédios de uso contínuo e de uso esporádico para emergência;

– celular, carregadores, powerbank (bateria extra), cabos, fones, cartões de memória, adaptadores de tomada;

– câmera fotográfica, baterias, acessórios;

– óculos de sol;

-guarda-chuva;

– sacola extra dobrável;

-mochila pequena ou bolsa média para o dia a dia nas cidades;

-pente ou escova de cabelo;

-perfume;

-colírio;

-escova dentes e pasta;

-cotonete;

– algodão;

-sabonete;

-shampoo;

-condicionador;

-gilete descartável;

-hidratante;

-protetor solar;

-desodorante;

-cabides dobráveis para as roupas;

-roupa térmica para usar como pijama e por baixo da roupa no frio;

-meias de compressão para são boas aliadas nas longas caminhadas de passeio;

-calça preta ou jeans azul escuro;

-saia ou vestido para as mulheres e mais uma calça comprida para os homens;

-casaco do tipo sobretudo leve e resistente a água com bolsos;

-casaco com enchimento e corta vento;

-luvas, gorro, lenços e cachecol;

-camisas de manga longa;

-camisas de manga curta;

-sutiãs e calcinhas para as mulheres e cuecas para os homens;

-botas forradas de lã e com salto baixo para os passeios e longas caminhadas;

-tênis de couro ou camurça para os passeios e longas caminhadas;

-palmilha de gel e calcanheira para melhorar o conforto das botas e do tênis;

-chinelo;

– meias térmicas;

– meias de algodão;

Ao final da publicação dos vídeos de cada viagem, fazemos um vídeo ao vivo, onde contamos quanto foi efetivamente gasto em toda a viagem, considerando as passagens aéreas, transporte público e privado local, hospedagem, alimentação e passeios.

Assista o vídeo, e para receber mais conteúdo como este se inscreva no blog e no canal e siga a gente nas redes sociais (InstagramFacebook, e Twitter). Um beijo e até o próximo post. Essa publicação pode conter conteúdo publicitário e redirecionamento para parceiros do Blog.

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