Óbidos, Portugal, em 1 dia

A vontade de conhecer Óbidos era grande, as fotos na internet e vídeos nos convenceram a ir até lá. Mas vou avisar, não foi nada fácil. Saímos de Porto e a direção até Aveiro a princípio estaria a nosso favor, se comparada com Lisboa. Mas, a lógica do sistema de comboios em Portugal é de ramos principais, que ligam as principais cidades, e ramos secundários que ligam os vilarejos e freguesias. E nessa ordem de hierarquia a Vila de Óbidos seria o último ramo da linha férrea.

Foram 3 ou 4 trocas de trem de Porto até lá, e o pior não foram as trocas de plataforma com 5 minutos entre a chegada de um trem e a partida do outro, foi chegar em Óbidos e descobrir que a estação não funcionava, o trem parou, nós descemos, e o local parecia o velho oeste, deserto, tudo fechado. Encontramos uns turistas querendo comprar passagem e não havia nada aberto. Táxi? não havia, nem passava na estrada ao lado. Uber? assim como em Aveiro em Óbidos também não funcionava.

Estava de dia, horário do almoço, talvez fosse por isso, resolvi ligar para a hospedagem e pedir que mandassem um táxi. De lá debaixo da estação, podíamos ver o Castelo de Óbidos no topo, a uns 800 metros, de pura subida. Meus pais já estavam irritados com as trocas rápidas de trens, e dizer para eles que teríamos que subir a pé seria o fim da viagem. Consegui falar com o hotel, e descobri que em Óbidos era cada um por si, não tinham esse serviço e sequer o número de telefone de algum taxista. Olhei para o casal de quase setenta anos e disse, vamos ter que subir a pé, vocês aguentam? E foi o que fizemos. Graças a Deus o dia estava lindo, ensolarado, mas com o frescor do outono, logo depois da rua de terra da estação, pegamos uma estradinha asfaltada, parando de vez em quando para descansar e olhar a vista. Ter poucas malas nessa hora ajudou muito.

Onde ficamos hospedados: Em menos de 30 minutos chegamos na Vila onde o movimento de turistas nem combinava com aquele ar de abandono da estação. Existem poucas hospedagens em Óbidos, por isso o valor não é tão baixo como em Porto e Lisboa, mas vale a pena dormir pelo menos uma noite. Deixamos as malas no hotel, e saímos para caminhar pela vila, suas ruazinhas e as muralhas que as protegiam.

O que vimos e onde fomos: A vila de Óbidos tem praticamente 2 ruas principais, uma só com lojinhas de presentes e o famoso licor de Ginja que eu não provei e me arrependi, todos amam. E a segunda rua tem mais restaurantes. O artesanato local de Óbidos é muito rico em metais e ornamentos que lembram a época medieval. Ao final da rua principal tem uma antiga capela que hoje é uma livraria e onde no mezanino uma poetisa faz rendas de bilro, lindíssimas.

A parte das muralhas e do Castelo garantem visuais deslumbrantes da região agrícola no entorno, o entardecer, depois que os turistas vão embora é maravilhoso e dá uma sensação de paz, bem diferente do dia a dia no vilarejo com dezenas de ônibus descarregando turistas que passam rápido de uma ponta a outra, por conta do pouco tempo que tem para conhecer a Vila.

De fato, em cerca de 4 horas é possível ver tudo, e se você for fazer um bate e volta, escolha a parte da tarde e veja o pôr do sol de cima das muralhas, é mágico.

Seguro Viagem: Europa
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TA 40 Especial - Internacional TA 40 Especial - Internacional Assistência médica USD 40.000 Bagagem extraviada USD 1.200 R$ 10/dia*

Onde comer: Fora a Ginjinha, em Óbidos não tem uma culinária típica, os restaurantes sempre tem frutos do mar e peixe, além de carne e frango. Os preços também não animam muito, não dá pra comer com menos de 10 euros, então se prepare.

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Um beijo e até o próximo post.

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